Alcolumbre pode ser o fiel da balança da eleição à presidência do Senado em 2027

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O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pode ser o fiel da balança na eleição para a presidência do Senado em 2027.

Fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas, o não à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria – que vai beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais condenados por atos golpistas do 8 de Janeiro -, Alcolumbre quer tentar a reeleição para o comando do Senado. Ele esbarra, entretanto, nos planos do PL.

O partido dos Bolsonaros tem hoje a maior bancada da Casa, com 16 senadores, e o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, já disse publicamente que quer lançar candidatura própria para a disputa do ano que vem. Entre os nomes que se movimentam estão os de Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).

Mas a oposição sozinha não tem número para aprovar o novo comandante do Senado, que precisa de 41 votos para ser eleito. É aí que entrariam, na avaliação de aliados do presidente do Congresso, os cerca de 8 a 10 votos que Alcolumbre tem na mão e que podem decidir a eleição.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se afagam na sessão do Congresso que derrubou o veto ao projeto da Dosimetria
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se afagam na sessão do Congresso que derrubou o veto ao projeto da Dosimetria

Costura vai depender de resultado das eleições

Esse arranjo dependerá da nova composição do Senado após as eleições de outubro. Bolsonaristas concentram esforços em eleger parlamentares e querem aumentar a bancada no Senado, o que cacifaria o grupo para julgar pedidos de impeachment de ministros do Supremo, por exemplo. O PL quer fazer uma bancada de 20 a 25 senadores.

A oposição no Senado tem hoje, de acordo com cálculos de parlamentares ouvidos pela Coluna do Estadão, entre 28 e 30 votos “fixos”, juntando senadores do PL, do Novo, do PP e do Republicanos, além de nomes que oscilam entre situação e oposição, a depender da pauta em votação.

O fato de ter trabalhado contra Jorge Messias, derrota do Planalto que não acontecia há 132 anos, foi também uma forma de Alcolumbre “manter o canal aberto” com a oposição em um ano de eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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