Chefe da ONU alerta que crise no Oriente Médio pode entrar em ‘espiral fora de controle’

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, alertou nesta sexta-feira, 6, que a escalada de ataques no Oriente Médio pode fugir ao controle, em meio ao aumento das hostilidades envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em publicação na rede social X, o chefe da ONU afirmou que a situação representa risco grave não apenas para a população da região, mas também para a economia global.

“Os sucessivos ataques ilegais no Oriente Médio e além estão causando enorme sofrimento e prejuízos aos civis em toda a região — e representam um risco grave para a economia mundial, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”, escreveu. Segundo ele, “a situação pode entrar em uma espiral além do controle de qualquer um”. “É hora de parar os combates e iniciar negociações sérias. Os riscos não poderiam ser maiores”, acrescentou.

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O alerta ocorre após dias de intensificação militar na região. Desde o início do confronto, Guterres tem pedido moderação às partes envolvidas. Em uma declaração divulgada no começo da escalada, ele condenou o uso da força por parte dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, bem como a posterior retaliação iraniana em diferentes pontos do Oriente Médio.

Na ocasião, o secretário-geral ressaltou que todos os países devem cumprir suas obrigações previstas no direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.

Guterres também pediu cessar-fogo imediato. “Não fazer isso corre o risco de provocar um conflito regional mais amplo, com graves consequências para os civis e para a estabilidade da região”, afirmou, reiterando que a única saída viável para disputas internacionais é a resolução pacífica por meio da diplomacia.

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Mais cedo, o escritório de Direitos Humanos da ONU, sem indicar quem acreditava ser o responsável, pediu uma investigação independente sobre um ataque a uma escola infantil para meninas que foi atingida na cidade de Minab, no sul iraniano. De acordo com autoridades do país, ao menos 175 pessoas morreram, muitas delas crianças, o que torna este episódio o mais letal do atual conflito.

Um conjunto de evidências reunido pelo jornal americano The New York Times — incluindo imagens de satélite recentemente divulgadas, publicações em redes sociais e vídeos verificados — e uma investigação da agência de notícias Reuters indicam que o ataque partiu das Forças Armadas americanas.

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