Explosão mata militar russo perto de Moscou em dia de visita do enviado de Trump

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Um alto oficial do exército russo morreu após um carro explodir nos arredores de Moscou nesta sexta-feira 25, poucas horas antes de um encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Steve Witkoff, o enviado especial do seu homólogo americano, Donald Trump, na capital.

As autoridades locais identificaram a vítima como Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Diretoria Principal de Operações do Estado-Maior das Forças Armadas Russas.

O Comitê de Investigação da Rússia, responsável por apurar crimes graves, abriu um processo criminal sobre o caso e afirmou que a explosão foi causada pela detonação de um dispositivo explosivo improvisado repleto de estilhaços dentro de um Volkswagen Golf.

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A explosão aconteceu na avenida Nesterova, na cidade de Balashikha. O site russo Baza, que possui fontes entre os órgãos de segurança do país, informou que uma bomba que estava dentro do carro estacionado foi detonada remotamente quando o militar, morador da região, passou pelo local. Segundo relatos de testemunhas, o impacto teria lançado o general a vários metros de distância.

Moskalik, de 59 anos, já havia participado de diversas missões diplomáticas de alto nível, incluindo negociações com a Ucrânia realizadas em Paris, em 2015, após a anexação da Crimeia, e uma visita à Síria em 2018 para atender ao regime do ditador Bashar al-Assad, aliado de Putin e deposto no ano passado.

Este não é o primeiro incidente do tipo. Em novembro do ano passado, um oficial da Marinha russa acusado pela Ucrânia de “crimes de guerra” morreu em um ataque a bomba na Crimeia. E em fevereiro deste ano, uma explosão no saguão de um prédio residencial de luxo em Moscou, matando Armen Sarkisyan, um ucraniano que liderava um grupo paramilitar pró-Rússia.

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Negociações sobre cessar-fogo

A explosão ocorreu horas antes do enviado do presidente americano Donald Trump, Steve Witkoff, chegar a Moscou para uma reunião com Putin. Apesar de não haver provas sobre um possível envolvimento de Kiev no incidente, a morte de Moskalik pode prejudicar o avanços das negociações por uma trégua na guerra entre ambos os países. 

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse na quinta-feira que Moscou estava “pronta para chegar a um acordo” para encerrar o conflito, mas acrescentou que ainda havia alguns pontos específicos que precisavam ser “ajustados”.

Na quarta-feira, Trump acusou Zelensky de prolongar o “campo de extermínio”, como chamou o conflito, e fazer declarações “muito prejudiciais”. O ucraniano descartou reconhecer a Crimeia como russa e afirmou ser necessário implementar um cessar-fogo completo antes que qualquer acordo seja discutido.

E na quinta, após uma ataque massivo da Rússia com drones e mísseis balísticos e guiados contra a capital ucraniana, Kiev, o americano afirmou que o incidente ocorreu em um timing ruim e postou um recado a Putin nas redes sociais: “Pare!”

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