Enamed: só 7 cursos de Medicina de universidades privadas têm nota máxima; veja quais são

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BRASÍLIA- Apenas sete universidades privadas alcançaram nota máxima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). As notas foram divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira, 19.

Segundo o MEC, foram analisados 351 cursos em todo o País entre universidades federais, estaduais, municipais, privadas com fins lucrativos, privadas sem fins lucrativos, e especiais. O Enamed compõe o Conceito Enade, que varia de 1 a 5.

Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein no Morumbi, na zona Sul de São Paulo
Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein no Morumbi, na zona Sul de São Paulo

Das sete universidades privadas com e sem fins lucrativos que alcançaram a maior nota no exame, quatro estão em São Paulo, duas no Paraná e uma no Ceará. São elas:

  • Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (SP)
  • Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (SP)
  • Centro Universitário Padre Albino (SP)
  • Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata (SP)
  • Faculdades Pequeno Príncipe (PR)
  • Universidade Positivo (PR)
  • Centro Universitário Christus (CE)

O Enamed foi aplicado pela primeira vez em outubro e mediu a proficiência de estudantes de Medicina. O exame foi criado para substituir o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e é composto por 100 questões sobre áreas diversas da Medicina.

De acordo com dados do MEC, apenas 2,7% dos cursos de Medicina das universidades privadas com fins lucrativos tiraram nota 5. Entre as universidades privadas sem fins lucrativos o porcentual foi de 6,3%.

O conceito obtido a partir do Enamed varia de 1 a 5. Cursos que tiveram notas 1 e 2 serão submetidos a um conjunto de sanções pelo MEC, que incluem desde suspensão de contratos do Fies (programa federal de financiamento estudantil) até proibição de realizar vestibular. As sanções ficarão vigentes até a universidade conquistar uma nova nota.

Nesta segunda-feira, 19, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a intenção do MEC é garantir a qualidade dos cursos.

“Não é caça às bruxas, punição de ninguém. É garantir que principalmente instituições que cobram do aluno, que cobram mensalidades caras, possam ofertar curso de qualidade nesse País”, disse o ministro.

Parte das faculdades particulares tem questionado o Enamed, sob o argumento de que a prova é nova e os alunos não tiveram tempo para se preparar adequadamente para o exame. Uma associação do setor chegou a acionar a Justiça para tentar barrar a divulgação das notas – o pedido foi barrado.

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